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10 erros ao comprar o primeiro apartamento (e como evitar cada um) em 2026

Casal analisando com cuidado a planta de um apartamento antes de comprar
Atenção aos detalhes evita os erros mais caros na compra do primeiro imóvel.

Comprar o primeiro apartamento mistura emoção e pressa, e é justamente aí que moram os erros mais caros. Decisões tomadas no impulso, contas feitas pela metade e detalhes ignorados podem transformar a realização de um sonho em anos de arrependimento financeiro.

A boa notícia é que quase todos esses tropeços são previsíveis. Neste guia, você vai conhecer os 10 erros mais comuns de quem compra o primeiro imóvel em 2026 e, principalmente, o cuidado prático para evitar cada um deles.

1. Calcular a compra apenas pelo salário bruto

O erro mais clássico é olhar para o salário e imaginar que toda a renda está disponível para a parcela. Na prática, bancos costumam limitar a prestação a cerca de 30% da renda mensal, e comprometer mais do que isso aperta o orçamento e aumenta o risco de inadimplência.

Cuidado: calcule com a renda líquida e teste o valor da parcela na sua rotina por alguns meses, guardando essa quantia antes mesmo de financiar. Se pesar, é sinal de que o imóvel está acima do seu momento.

2. Esquecer os custos que vão além do preço do imóvel

Muita gente junta a entrada e acha que está pronto, até descobrir o ITBI, as taxas de cartório, a mudança e a primeira mensalidade de condomínio. Esses custos somam, em geral, de 4% a 5% do valor do imóvel.

Cuidado: inclua no planejamento o ITBI (de 2% a 3%, conforme o município), a escritura e o registro, além de mudança, pequenos reparos e os primeiros meses de condomínio e IPTU.

3. Não pesquisar a localização com calma

Apaixonar-se pela planta ou pelo apartamento decorado e ignorar o entorno é um erro que só aparece depois da mudança. Barulho, trânsito, falta de comércio e mobilidade ruim afetam o dia a dia e a valorização do imóvel.

Cuidado: visite a região em horários e dias diferentes, observe transporte, segurança, comércio e serviços. A localização influencia tanto a sua qualidade de vida quanto o preço de revenda no futuro.

4. Ignorar a certidão de matrícula do imóvel

A matrícula é a identidade do imóvel: mostra quem é o dono e se existem dívidas, hipotecas ou penhoras. Pular essa conferência é assumir o risco de comprar um problema.

Cuidado: exija a certidão de matrícula atualizada e verifique se não há ônus. Confira também se os dados do imóvel batem com os do contrato.

5. Pegar a primeira proposta de financiamento

Aceitar a taxa do primeiro banco, sem comparar, pode custar dezenas de milhares de reais ao longo do contrato. Pequenas diferenças de juros viram grandes valores em prazos longos.

Cuidado: simule em mais de um banco, compare o Custo Efetivo Total (CET) — não só a taxa de juros — e verifique se você se enquadra no Minha Casa Minha Vida, que em 2026 atende famílias com renda de até R$ 13.000 e pode oferecer juros menores ou subsídio.

6. Zerar as economias para dar a entrada

Usar toda a reserva na entrada parece eficiente, mas deixa você sem fôlego para imprevistos — uma manutenção, uma emergência médica ou um mês de renda menor.

Cuidado: mantenha uma reserva de emergência mesmo depois da compra. Comprar o imóvel e ficar sem nenhum colchão financeiro é trocar uma segurança por outra preocupação.

7. Não checar o histórico da construtora (imóvel na planta)

Comprar na planta tem vantagens de preço, mas envolve confiar na entrega futura. Construtoras com histórico de atraso ou problemas de qualidade transformam a economia em dor de cabeça.

Cuidado: pesquise a reputação da construtora, visite empreendimentos já entregues por ela e leia atentamente as cláusulas de prazo de entrega e tolerância de atraso no contrato.

8. Decidir no impulso e pular a visita técnica

A empolgação faz muita gente fechar negócio na primeira visita, sem inspecionar de verdade o imóvel. Infiltrações, instalações antigas e acabamentos mal-feitos só aparecem para quem olha com atenção.

Cuidado: visite mais de uma vez, teste torneiras, tomadas e janelas, e observe sinais de umidade. Em imóveis usados, vale considerar uma avaliação técnica antes de assinar.

9. Esquecer os custos fixos depois da mudança

A conta não termina na compra. Condomínio, IPTU, contas de consumo e eventual reforma entram no orçamento todo mês — e podem pesar mais que o imaginado, especialmente em prédios com muitas áreas comuns.

Cuidado: pergunte o valor atual do condomínio e do IPTU antes de decidir e inclua tudo no seu orçamento mensal, não apenas a parcela do financiamento.

10. Assinar o contrato sem ler

Confiar que “é tudo padrão” e assinar sem ler é abrir mão da sua proteção. É no contrato que estão prazos, multas, condições de desistência e o que acontece se o financiamento não for aprovado.

Cuidado: leia cada cláusula, tire dúvidas por escrito e, em compras de maior valor, considere a revisão por um advogado de confiança antes de assinar.

Checklist de cuidados antes de fechar negócio

  • Calculei a parcela com base na renda líquida, dentro de um limite confortável;
  • Reservei a verba para ITBI, cartório, mudança e primeiros meses de condomínio;
  • Visitei a região em horários diferentes;
  • Conferi a certidão de matrícula atualizada e a ausência de ônus;
  • Comparei o CET em mais de um banco e verifiquei o Minha Casa Minha Vida;
  • Mantive uma reserva de emergência após a compra;
  • Li o contrato inteiro e entendi as cláusulas de prazo e desistência.

Perguntas frequentes

Qual é o maior erro ao comprar o primeiro apartamento? Comprometer renda demais com a parcela. A recomendação é não ultrapassar cerca de 30% da renda mensal, justamente o limite que a maioria dos bancos adota.

Quanto devo reservar além do valor do imóvel? Em geral, de 4% a 5% do valor para ITBI, escritura e registro, além de uma quantia extra para mudança, reparos e os primeiros meses de condomínio e IPTU.

Vale a pena comprar na planta? Pode valer pelo preço e pelas condições de pagamento, mas exige checar a reputação da construtora e as cláusulas de prazo de entrega antes de assinar.

Preciso de advogado para comprar um imóvel? Não é obrigatório, mas a leitura de um advogado no contrato e nas certidões reduz bastante o risco, principalmente em imóveis usados e compras de maior valor.

Comece a sua compra com segurança

Evitar esses erros é o que separa uma conquista tranquila de um arrependimento caro. No Primeiro AP, você encontra guias para cada etapa da compra do primeiro imóvel e pode simular seu financiamento para entender, hoje, o que cabe no seu orçamento. Dê o próximo passo com informação e sem pressa.